Resumo
Introdução: A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, afetando crianças menores de 3 anos. No Brasil, a prevalência varia de 1% a 5,4%, com grande impacto no Sistema Único de Saúde (SUS) devido aos altos custos das fórmulas alimentares especiais utilizadas no tratamento. A implementação de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) tem se mostrado uma estratégia eficiente para o manejo da APLV. Objetivo: Relatar a experiência do estado do Rio Grande do Norte na implementação do PCDT de APLV e analisar o impacto econômico associado ao fornecimento de fórmulas alimentares especiais. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo baseado em dados de relatórios governamentais e literatura científica, abrangendo o período de 2019 a 2023. Foram avaliados os custos associados ao fornecimento de fórmulas alimentares e o impacto da pandemia de COVID-19 sobre a demanda. A análise incluiu a evolução histórica de atendimentos e cálculos econômicos ajustados pela inflação. Resultados: Entre 2019 e 2023, observou-se aumento na demanda por fórmulas alimentares especiais e nos custos associados, impulsionado pela pandemia e pela volatilidade dos preços. Apesar disso, estratégias administrativas reduziram os custos relacionados às demandas judiciais em até 50%. Em 2023, 595 pacientes foram cadastrados nos programas estaduais, com incremento significativo na cobertura e no acesso ao tratamento. Conclusão: A implementação de políticas públicas como o PCDT de APLV no Rio Grande do Norte demonstrou ser custo-efetiva, ampliando o acesso e otimizando os gastos públicos. Investimentos em diagnóstico precoce e gestão administrativa eficiente são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos e econômicos.

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