PE-042 Impacto nos custos de progressão no Sistema Nervoso Central em pacientes com câncer de pulmão de pequenas células estágio extensivo com tratamento de durvalumabe sob a perspectiva da saúde suplementar brasileira
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Palavras-chave

Câncer de Pulmão de Pequenas Células
Durvalumabe
CASPIAN
Sistema Nervoso Central

Como Citar

Diegoli, H., Martins, C., Dias, C., Gonçalves, M., Bueno Oliveira, T., Santana, I., Resende, U., & Jabase, L. (2025). PE-042 Impacto nos custos de progressão no Sistema Nervoso Central em pacientes com câncer de pulmão de pequenas células estágio extensivo com tratamento de durvalumabe sob a perspectiva da saúde suplementar brasileira. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 9(s. 3). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v9.s3.p.59

Resumo

Introdução: O Câncer de Pulmão de Pequenas Células (CPPC) é um subtipo do câncer de pulmão que representa aproximadamente 15% dos casos totais1, sendo usualmente diagnosticado em estágio extensivo, caracterizado pela rápida progressão e pelo prognóstico ruim2. A progressão no Sistema Nervoso Central (SNC) é comum no CPPC, e afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e os custos em saúde. O tratamento com Durvalumabe em associação com etoposideo-platina (D+EP) é indicado para primeira linha do CPPC Estágio-Extensivo (CPPC-EE), e os principais resultados demonstraram 31% de redução no risco de progressão da doença no SNC (HR 0,69; 95% CI 0,50-0, 95)3. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar os custos de progressão no SNC por paciente e os custos de progressão no SNC na população CPPC-EE comparando um cenário com inclusão D+EP e outro apenas com EP, em 5 anos, na perspectiva da saúde suplementar brasileira. Material e Método: Um modelo econômico semi-markoviano, considerando as curvas extraídas do estudo CASPIAN, foi utilizado para estimar as probabilidades de transição entre os estados de saúde com tratamento de D+EP e de EP. Os estados de saúde considerados foram: sobrevida livre de progressão, progressão de SNC, progressão para outros sítios e morte. Os custos unitários foram obtidos a partir da base de dados da saúde suplementar brasileira do D-TISS (2022), incluindo custos de procedimentos, testes, exames, consultas e gerenciamento dos sintomas atrelados à progressão da doença. A frequência de utilização dos recursos

de todos os estados de saúde foi validada em um painel de oncologistas. O número de pacientes do modelo foi estimado considerando os filtros: incidência de CPPC, proporção em estágio extensivo, elegibilidade para tratamento de primeira linha e porcentagem referente aos beneficiários de planos de saúde privados no Brasil. Para fins de comparação entre um cenário com tratamento de D+EP versus EP, foi aplicada uma taxa de difusão referente ao tratamento com D+EP, aumentando de 10% para 50% em cinco anos. Como o estudo visa avaliar apenas os custos de progressão no SNC, os valores para aquisição dos medicamentos em ambos os braços do modelo (D+EP e EP) não foram considerados. Resultados: Os custos de progressão no SNC por paciente em 5 anos foram de R$17.728 com tratamento de D+EP e R$35.923 com tratamento apenas de EP (redução de custo de R$18.195 por paciente). Estimou-se que 555 novos pacientes com CPPC-EE foram elegíveis para tratamento a cada ano. No cenário com inclusão de D+EP, os custos de progressão no SNC foram de R$ 74.627.957 e de R$ 88.731.757 no cenário apenas com EP (economia de custos total de R$ 14.103.799), em 5 anos na perspectiva do sistema de saúde suplementar brasileira. Conclusões: Devido à redução nas probabilidades de progressão no SNC, o tratamento com Durvalumabe em combinação com EP tem potencial para reduzir os custos associados a metástases no SNC em pacientes com CPPC-EE, sob a perspectiva da saúde suplementar brasileira.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v9.s3.p.59
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