PE-034 Canabidiol adjuvante em epilepsias: overview de revisões sistemáticas e o impacto orçamentário da sua incorporação na perspectiva do SUS do Estado da Bahia.
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Palavras-chave

Canabidiol; Epilepsia; Avaliação de Tecnologias em Saúde; Análise de Custo

Como Citar

Cardoso Spinola, G., de Castro Santos Silva, B., Gonçalves de Menezes, R., Santos Silva, C., & Fernandes de Almeida Mello, M. (2025). PE-034 Canabidiol adjuvante em epilepsias: overview de revisões sistemáticas e o impacto orçamentário da sua incorporação na perspectiva do SUS do Estado da Bahia. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 9(s. 3). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s3.p.51

Resumo

Introdução:  As drogas antiepilépticas (DAE) são a base do tratamento da epilepsia. A escolha da DAE deve considerar eficácia, efeitos adversos, tolerabilidade e facilidade de uso. A falha no tratamento é considerada após o uso de duas DAE (epilepsia farmacorresistente) e atinge 30% dos pacientes. Os análogos da Cannabis têm sido investigados como anticonvulsivantes na epilepsia farmacorresistente. A RDC 327/2019 (ANVISA) concede autorização sanitária para os Produtos de Cannabis para fins medicinais. As síndromes de Dravet, Lennox-Gastaut e Complexo da Esclerose Tuberosa são apresentações graves de epilepsia, para as quais o CBD adjuvante (associado a DAE) foi avaliado neste estudo. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança do uso do canabidiol adjuvante para controle das convulsões em crianças, adolescentes e adultos diagnosticados com Síndrome de Lennox-Gastaut, Síndrome de Dravet e Complexo Esclerose Tuberosa (CET) e seus custos para o SUS do Estado da Bahia. Material e Método: O NATS-SESAB fez buscas nas bases MEDLINE; LILACS e Embase. A estratégia combinou população-alvo, intervenção (CBD) e filtros para tipo de estudo (Revisão Sistemática com Metanálise) e publicação até 10 anos, sem restrição de idioma e do status da publicação. A elegibilidade dos estudos foi realizada em duas etapas por dois revisores independentes e com discordâncias resolvidas por um terceiro revisor. Dados foram extraídos em planilha Excel® para sistematização das informações do  acrônimo PICOS elaborado. Identificou-se 745 publicações. Após exclusões, apenas 07 atenderam integralmente aos critérios de seleção (Prisma foi usado). Para o impacto orçamentário, considerou-se a população-alvo de 2 a 18 anos; que 1% da população baiana possui epilepsia com 30% se farmacorresistentes. O preço médio foi de R$0,25 por miligrama de CBD. Resultados: Redução absoluta na frequência das crises convulsivas; aumento de pacientes com ausência de crises; redução ≥ 50% na frequência das convulsões; redução ≥ 50% das crises quando associado ao clobazam (CLB); eficácia semelhante para 10 e 20mg/kg/dia; redução ≥ 50% das crises com queda; melhora na variação da escala S/CGIC; aumento do risco de eventos adversos (EA); diarreia, sonolência, perda de apetite e elevação das transaminases foram EA mais comuns; aumento de EA graves; risco maior de EA graves na associação CBD e CLB; interações complexas entre CBD e DAE; aumento de abandono do tratamento; e market share com 3 cenários e custo mensal variando de R$ 1.271.066,37 a R$ 5.084.265,48. Conclusões: A RS demonstrou que CBD adjuvante obteve resultados clinicamente relevantes para pacientes SD, SLG e CET maiores de dois anos e farmacorresistentes. Os estudos não demonstraram melhorias significativas na qualidade de vida. O CBD adjuvante foi associado a um aumento importante no risco de EA totais e graves e descontinuação do tratamento. Diante dos benefícios e incertezas existentes e a gravidade das síndromes epilépticas, conclui-se que, com monitoramento adequado, o CBD poderia atuar como terapia adjuvante.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s3.p.51%20
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