Resumo
Objetivo: Avaliar as contribuições do uso de dispositivos de Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) na monitorização e avaliação da terapia anti-hipertensiva em pacientes atendidos por um serviço público de farmácia clínica.
Métodos: Foi realizada uma pesquisa longitudinal com análise secundária, utilizando o software IBM SPSS Statistics, dos dados agregados ao banco de dados do Ensaio Clínico MINOR, registrado no ClinicalTrials sob o número NCT04861727 e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal da Bahia (Parecer nº 4.595.144).
Principais resultados: Na avaliação inicial com MRPA, 22,98% dos participantes (n=74) apresentavam hipotensão, apenas 15,84% (n=51) apresentavam hipertensão controlada, e 61,18% dos indivíduos (n=166) foram identificada com hipertensão não controlada. Após intervenções farmacêuticas, a taxa de pacientes com hipotensão prejudicial para 20,81% (n=67), a proporção de hipertensão controlada aumentou para 36,34% (n=117), enquanto a hipertensão não controlada para 42,86 % (n=138).
Conclusão: O uso da MRPA demonstrou contribuições positivas para a otimização da farmacoterapia anti-hipertensiva e mostrou-se uma ferramenta útil na atuação clínica do farmacêutico, contribuindo para o controle adequado da hipertensão, para identificação de usuários hipotensos e candidatos a desprescrição, bem como usuários com efeito do avental branco que teriam chance de serem sobretratados, de modo a fortalecer a assistência farmacêutica na Atenção Primária à Saúde.

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