ID277 A ATS em um Hospital no Sertão de Pernambuco: “espinhos”, “flores” e “resistência”
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Palavras-chave

Avaliação de Tecnologias em Saúde; Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde; Hospital Universitário.

Como Citar

Oliveira Spinola, E., Ferreira Lopes Diniz Maia, T., Rosa Naue, C., Silva de Araújo, I., Andreatta Maduro, P., Vieira Gomes, O., & Nunes Lopes, H. (2024). ID277 A ATS em um Hospital no Sertão de Pernambuco: “espinhos”, “flores” e “resistência”: EIXO 1: SUSTENTABILIDADE NOS SISTEMAS DE SAÚDE. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 9(s.1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.212

Resumo

Introdução

A promoção de saúde na área hospitalar envolve uma complexidade de recussos, com a presença maciça de tecnologias- medicamentos, equipamentos, protocolos assistenciais, procedimentos, cujo célere processo científico culmina na necessidade de incorporação e desincorporação. Neste direcionamento, a avaliação de tecnologias em saúde (ATS) assume importante papel enquanto instrumento de apoio técnico e científico para a tomada de decisão a fim de favorecer o acesso, mas também a segurança, e de forma imperiosa, a sustentabilidade no âmbito da realidade de custeio limitado. No Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, sertão de Pernambuco, a movimentação em torno da ATS iniciou em 2018, mas somente em 2022 foi efetivamente implementado entre “espinhos” e “flores”, assim como a vegetação típica do sertão- o cacto- revelando um traço “quase que genético” da ATS- a “resistência” (natureza sócio política). O trabalho é um relato de experiência da implantação de um NATS no contexto do semiárido nordestino.

Métodos

Trata-se de um trabalho de abordagem qualitativa, mediante pesquisa exploratória, procedimento de coleta de dados a análise documental e instrumento- o roteiro de coleta de dados (check list)- a partir da análise de pautas e atas de reuniões do NATS, portarias institucionais, notícias e registros nos canais de comunicação interna do hospital no período de 14 meses, (junho de 2022 a agosto de 2023).

Resultados

A pesquisa revelou a implantação recente do NATS HU-UNIVASF por meio de Portaria, organização do seu espaço físico e processo de trabalho, website, difusão da ATS, do NATS e capacitações, realização de reuniões regulares, participação em comissões hospitalares, 25 demandas de ATS, a produção de 03 estudos, a inserção na REBRATS, a participação em eventos nacionais e internacionais, aproximação com a Universidade, apoio na formação de Liga Acadêmica e Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq, bolsistas em programas de iniciação científica e tecnológica com estudos em ATS em andamento no hospital e visitas técnicas a outros NATS.

Discussão e conclusões

Os resultados da pesquisa apontam para a implantação e funcionamento efetivo do NATS no HU-UNIVASF, com inúmeras e relevantes conquistas nas diversas dimensões da área da ATS (ensino, pesquisa, extensão, elaboração de produtos técnicos e capacitação), ou seja, as “flores” que brotam da vegetação árida dos cactos no nordeste brasileiro, destaque para a sua inserção na REBRATS em setembro de 2022, “espécie de adubo”, pois favoreceu o intercâmbio e capacitação fortalecendo sua atuação, seu “florescimento”. No entanto faz-se necessário refletir sobre os desafios, aqui poeticamente intitulados de “espinhos”, dentre vários: baixa capacidade técnica dos membros, a dificuldade quanto aos processos seletivos para capacitação, falta de recursos humanos com carga horária disponível para o NATS, a localização geográfica, falta de recursos financeiros, rotatividade dos membros, baixo interesse pela área de pesquisa e ATS pelos colaboradores, destaque para o maior deles- a construção da cultura institucional em torno da ATS, afinal não basta ter um NATS, mas construir sua identidade, fazê-lo presente e pertencente aos espaços de ensino, assistência e administração, como instrumento de suporte para práticas mais seguras, baseada em evidências científicas, eficazes, com custo- efetividade e de promoção da equidade.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.212
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Copyright (c) 2024 Emanuela Oliveira Spinola, Thais Ferreira Lopes Diniz Maia, Carine Rosa Naue, Izabelle Silva de Araújo, Paula Andreatta Maduro, Orlando Vieira Gomes, Helder Nunes Lopes