ID268 Diretrizes clínicas e medicamentos de alto custo em um hospital terciário no Distrito Federal: O papel de protocolo de antibioticoterapia e o consumo dos antimicrobianos mais utilizados entre os anos de 2020 a 2022
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Como Citar

Hwa Farias da Cunha, Y., De Fátima Ramos Marques, M., Alves Fernandes Neto, A., & Silva Cardoso, E. (2024). ID268 Diretrizes clínicas e medicamentos de alto custo em um hospital terciário no Distrito Federal: O papel de protocolo de antibioticoterapia e o consumo dos antimicrobianos mais utilizados entre os anos de 2020 a 2022: EIXO 2: IMPLEMENTAÇÃO DE TECNOLOGIAS E DIRETRIZES CLÍNICAS EM SAÚDE. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 9(s.1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.205

Resumo

Introdução

Os antimicrobianos são amplamente utilizados para tratamentos de infecções bacterianas ou fúngicas em instituições de saúde no mundo.Em contrapartida o uso indiscriminado desses medicamentos favorece o agravamento de doenças associadas à bactérias multirresistentes e, consequentemente, promove a alta morbidade relativa ao uso dos medicamentos e maiores taxas de hospitalizações para os sistemas de saúde e custos associados. Diante desse cenário, ressalta-se a importância de análise do consumo de antibióticos, bem como desenvolvimento de protocolos de antibioticoterapia no controle dos antimicrobianos prescritos para propor estratégias mais assertivas quanto ao uso racional e estimar o impacto em saúde. Sendo assim, objetivou-se analisar o consumo de diferentes classes de antimicrobianos em um hospital de alta complexidade, durante os anos de 2020 a 2022, a fim de atestar a ocorrência desses medicamentos nos protocolos da instituição. Foram coletados dados em sistema informatizado de antimicrobianos no hospital terciário. Foram selecionados 6 antimicrobianos, dentre eles, 3 antibióticos e 3 antifúngicos. Piperacilina+tazobactam resultou em maior custo (R$ 4105,00), seguido de Oxacilina (R$3436,53) e Polimixina B (R$ 2781,75), ao passo que Oxacilina foi o antibiótico de maior consumo (n:1800). Entre os antifúngicos, Micafungina obteve maior custo orçamentário (R$ 14711,81), seguido de Aciclovir (R$ 6955,63) e Anfotericina B (R$ 6812,37). No entanto, Aciclovir foi o antifúngico mais consumido(n:750) no hospital. Ao comparar com os protocolos institucionais, verificou-se que os medicamentos referidos estão contidos em um plano para gerenciamento do uso racional de medicamentos do referido hospital. Este trabalho foi fundamental para apontamentos dos custos associados e consumo de classes de antimicrobianos mais utilizados no hospital público do Distrito Federal. O farmacêutico junto com equipe médica e assistencial são peças chaves neste processo, por meio de padronização de protocolos instituídos contribuir na otimização de antimicrobianos, a fim de verificar a racionalidade e a utilização desses medicamentos, para minimização dos riscos de resistência bacteriana. Sugere-se a necessidade de estudos prospectivos sobre a temática na promoção do uso otimizado de antimicrobianos em organizações de saúde no Brasil.

Métodos

Foram coletados dados em sistema informatizado de antimicrobianos no hospital térciário durante o período de janeiro de 2020 a dezembro de 2022. A tabulação e sistematização dos dados foi realizada no Programa Microsoft Office Excel.

Resultados

Foram selecionados 6 antimicrobianos, dentre eles, 3 antibióticos e 3 antifúngicos. Piperacilina+tazobactam resultou em maior custo (R$ 4105,00), seguido de Oxacilina (R$3436,53) e Polimixina B (R$ 2781,75), ao passo que Oxacilina foi o antibiótico de maior consumo (n:1800). Entre os antifúngicos, Micafungina obteve maior custo orçamentário (R$ 14711,81), seguido de Aciclovir (R$ 6955,63) e Anfotericina B (R$ 6812,37). No entanto, Aciclovir foi o antifúngico mais consumido(n:750) no hospital. Ao comparar com os protocolos institucionais, verificou-se que os medicamentos referidos estão contidos em um plano para gerenciamento do uso racional de medicamentos na organização hospitalar.

Discussão e conclusões

Este trabalho foi fundamental para apontamentos dos custos associados e consumo de medicamentos antimicrobianos mais utilizados no hospital público do Distrito Federal. O farmacêutico junto com equipe médica e assistencial são peças chaves neste processo, por meio de padronização de protocolos instituídos contribuir na otimização de antimicrobianos, a fim de verificar a racionalidade e a utilização desses medicamentos, para a minimização dos riscos de resistência bacteriana. Sugere-se a necessidade de estudos prospectivos sobre a temática na promoção do uso otimizado de antimicrobianos em unidades de saúde no Brasil.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.205
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